Airo-de-freio

Nome científico: Uria lomvia

Espécies marinhas

Família alcidae

Fenologia Continente
Acidental
Fenologia Madeira
Acidental
Fenologia Açores
Acidental
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NA
Estatuto Madeira
NA
Estatuto Açores
NA
Ilustração da espécie

Mapas

Distribuição | Não reprodutor

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O airo-de-freio reproduz-se em zonas costeiras e ilhas espalhadas um pouco por todo o ártico (Billerman et al. 2026), permanecendo nestas áreas ao longo de toda a época reprodutora, entre maio e agosto. Após este período, as aves de algumas populações deslocam-se para regiões mais a sul, utilizando, por exemplo, as águas do Atlântico Norte, e podendo alcançar zonas mais temperadas (Frederiksen et al. 2016). Com base nos dados de seis aves equipadas com GLS entre 2008 e 2012 e provenientes de colónias do Canadá, Groenlândia e Islândia, observou-se a utilização da ZEE portuguesa durante o período não reprodutor. Os registos ocorreram nas zonas mais afastadas da costa, com maior destaque para a subárea dos Açores.

Abundância e evolução populacional

A população global foi estimada em mais de 22.000.000 indivíduos, dos quais 1.920.000 a 2.840.000 indivíduos maduros nidificam na Europa. Apesar de não haver estimativas globais recentes, crê-se que a população esteja a aumentar (BirdLife International 2025). Em Portugal, esta espécie é muito rara, não havendo estimativas da sua abundância ou da tendência populacional. Existem apenas dois registos feitos nos Açores e aceites pelo Comité Português de Raridades (Tipper et al. 2022).

Ecologia e habitat

O airo-de-freio é uma espécie estritamente marinha que se alimenta de peixes, lulas e crustáceos. Alimenta-se quer junto ao fundo, a profundidades relativamente altas, quer na coluna de água (Billerman et al. 2026).

Ameaças e conservação

O grande efetivo global da espécie sugere que, por enquanto, não existem preocupações significativas de conservação. No entanto, existem algumas ameaças identificadas, nomeadamente a apanha de ovos, a caça de aves adultas, a perturbação nas colónias de reprodução, a poluição por óleos e outros químicos tóxicos, a captura acidental em redes de pesca e a degradação dos seus habitats (Billerman et al. 2026). É também vulnerável a alterações climáticas, como o aumento da temperatura do mar, que altera a disponibilidade de presas (Irons et al. 2008).