Alcaide-do-antártico

Nome científico: Catharacta maccormicki

Espécies marinhas

Família stercorariidae

Fenologia Continente
Acidental
Fenologia Madeira
Migrador de passagem
Fenologia Açores
Invernante e migrador de passagem
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NA
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NE
Ilustração da espécie

Mapas

Distribuição | Reprodutor

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O alcaide-do-antártico nidifica, entre novembro e maio, na costa da Antártida, em particular na península antártica e nos arquipélagos das Orkney do Sul e das Shetland do Sul e mar de Ross. É uma das aves marinhas com migração mais longa, invernando no Atlântico Noroeste e no Pacifico Norte. É precisamente durante a migração pré-nupcial que esta espécie cruza o Atlântico Nordeste, passando maioritariamente ao largo da costa continental europeia, mas com alguns indivíduos a aproximarem-se da costa da península Ibérica, principalmente entre o final de agosto e o início de novembro (Kopp et al. 2011). A parca ocorrência da espécie aliada à dificuldade na sua identificação, contribuem para que existam poucas observações nesta região (Flood et al. 2024). Os dados de seguimento de 28 aves provenientes das ilhas Shetland do Sul e equipadas com dispositivos GLS, mostram essa utilização fragmentada das águas continentais. Mas o mesmo já não se observa para a subárea dos Açores, onde a espécie parece ter uma utilização mais extensa, principalmente na metade ocidental e durante o período de invernada. Observações concordantes foram recentemente registadas em saídas para observação de aves em alto mar (e.g. Alfrey & Legrand 2025). Já nas águas da Madeira, parece haver uma menor mas ainda relevante ocorrência pela espécie, principalmente próximo das ilhas Selvagens, podendo igualmente ser observada noutras áreas (e.g. Flood et al. 2013).

Abundância e evolução populacional

A população global está estimada entre 6.000 a 15.000 indivíduos maduros (BirdLife International 2025). A população aparenta estar estável, sem evidências de declínios ou de ameaças significativas. Sendo uma espécie pouco observada em Portugal não existem dados para avaliar tendências populacionais ou o seu estado ambiental.

Ecologia e habitat

O alcaide-do-antártico nidifica em áreas com reduzida cobertura de neve, onde põe geralmente dois ovos entre novembro e dezembro. Alimenta-se sobretudo de peixes, krill, e pinguins, complementando a dieta com carcaças (Billerman et al. 2026).

Ameaças e conservação

A sobrevivência populacional pode ser afetada pela abundância de presas, alterações climáticas que fazem baixar as concentrações de gelo marinho (Pacoureau et al. 2019), e doenças infecciosas (León et al. 2025). Apresentam ainda bioacumulação e biomagnificação de poluentes orgânicos, que podem acarretar risco de efeitos crónicos na sobrevivência e no sucesso reprodutor (Bustnes et al. 2006).

Autores

Hany Alonso, Tânia Nascimento

Proprietários/fontes dos dados de seguimento individual

Kopp et al. 2010