Casquilho

Nome científico: Oceanites oceanicus

Espécies marinhas

Família oceanitidae

Fenologia Continente
Migrador de passagem
Fenologia Madeira
Migrador de passagem
Fenologia Açores
Acidental
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NE
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NA
Ilustração da espécie

Mapas

Ocorrência | Verão

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O casquilho reproduz-se nos mares do hemisfério sul, na Antártida e em ilhas subantárticas, entre novembro e abril (del Hoyo et al. 1992). Esta espécie distribui-se por toda a ZEE nacional, principalmente no continente e nos Açores. Só muito raramente é avistada a partir de terra (Catry et al. 2010a). É sobretudo no verão e no outono que visita as nossas águas, desaparecendo progressivamente na segunda metade do outono, possivelmente pelo facto de a maioria dos indivíduos ter já iniciado a migração de regresso às colónias de reprodução (del Hoyo et al. 1992). Durante o inverno, este painho está ausente da ZEE nacional, sendo ainda relativamente raro durante a primavera.

Abundância e evolução populacional

Apesar de ser uma espécie comum nas águas nacionais, não existem estimativas da abundância ou informação que permita avaliar a evolução da população. Existem vários registos de mais de 50 aves observadas num único dia, nas águas do continente, sobretudo na sua metade sul. As maiores concentrações foram registadas junto ao continente em agosto de 1999, com cerca de 240 aves observadas a cerca de 15 milhas náuticas da costa ao largo do cabo Espichel (Catry et al. 2010a); em setembro de 2011, quando se observaram 170 indivíduos numa área de quatro a sete milhas náuticas ao largo de Portimão (Noticiários ornitológicos); e em Agosto de 2010, envolvendo cerca de 250 indivíduos, no banco Princesa Alice, a cerca de 50 milhas náuticas a sudoeste da ilha do Pico, nos Açores (Birding Azores 2014). Neste último local, existe também um registo interessante de 70 aves, efetuado em setembro de 2009 (Birding Azores 2014).

Ecologia e habitat

O casquilho prefere áreas pelágicas particularmente ricas em plâncton (del Hoyo et al. 1992), muitas vezes situadas na orla das plataformas continentais ou junto a montes submarinos. Em Portugal continental, ocorre desde as zonas de mar menos profundo até às zonas mais oceânicas. A sua dieta é composta por crustáceos planctónicos, peixes, cefalópodes e outros pequenos organismos marinhos. Pode ainda alimentar-se de carcaças de outros animais.

Ameaças e conservação

A nível global a espécie encontra-se aparentemente estável, sem indícios de declínio populacional ou de eventuais ameaças (BirdLife International 2014).