Gaivota-de-sabine

Nome científico: Xema sabini

Espécies marinhas

Família laridae

Fenologia Continente
Migrador de passagem
Fenologia Madeira
Migrador de passagem
Fenologia Açores
Migrador de passagem
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NE
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NE
Ilustração da espécie

Mapas

Ocorrência | Primavera

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

A gaivota-de-sabine nidifica no Ártico entre final de maio e agosto, apresentando uma distribuição circumpolar ao longo da época reprodutora (Billerman et al. 2026). As populações atlânticas nidificam na Gronelândia e em arquipélagos da Noruega, migrando em direção ao sudoeste africano (Stenhouse et al. 2011). A migração pós-nupcial da espécie inicia-se em agosto, prolongando-se até novembro, enquanto a pré-nupcial decorre de fevereiro até maio (Catry et al. 2010a). Usa a ZEE portuguesa durante os seus movimentos migratórios, mas é raramente observada perto de costa (Billerman et al. 2026). Com base nos dados de 12 aves equipadas com GLS entre 2007 e 2011, provenientes do Canadá e Gronelândia, a utilização da ZEE portuguesa ocorreu principalmente entre setembro e outubro, em concordância com observações a partir de terra (Catry et al. 2010a). A espécie ocorreu também no final da primavera, correspondendo à fase inicial da reprodução, nomeadamente nas subáreas do continente e dos Açores. Parece preferir as águas mais profundas ou próximas do talude, como já se tinha notado em trabalhos anteriores (Meirinho et al. 2014; Araújo et al. 2022a).

Abundância e evolução populacional

A população global apresenta uma tendência estável, tendo sido estimada em cerca de 340.000 indivíduos maduros, dos quais 2.100 a 4.100 nidificam na Europa (BirdLife International 2025). É regularmente observada isolada ou em pequenos bandos, havendo alguns registos extremos de várias centenas de aves (Meirinho et al. 2014). Entre 2011 e 2015, a população que usa as águas do continente durante a migração pós-nupcial foi estimada entre 727 e 3.356 (Araújo et al. 2022a). Adicionalmente, durante a migração pós-nupcial em 2015, foram contadas apenas 3 aves em passagem para sul, a partir do cabo Carvoeiro, ilustrando o comportamento pelágico da espécie (Elmberg et al. 2020).

Ecologia e habitat

A gaivota-de-sabine tem hábitos marcadamente pelágicos fora do período reprodutor (Olsen & Larsson 2004). Explora as zonas de afloramento costeiro, alimentando-se de zooplâncton, crustáceos e peixes (Billerman et al. 2026). É atraída frequentemente pelas rejeições das embarcações de pesca (Valeiras 2003).

Ameaças e conservação

Não são conhecidas ameaças específicas para esta espécie na Europa. Contudo, poderá ser vulnerável às alterações climáticas e às mudanças no habitat (BirdLife International 2025).

Autor

Nuno Oliveira

Proprietários/fontes dos dados de seguimento individual

Davis et al. 2016, Mallory 2012, Mark Maftei, Stenhouse & Egevang 2008