Gaivota-pequena

Nome científico: Hydrocoloeus minutus

Espécies marinhas

Família laridae

Fenologia Continente
Invernante e migrador de passagem
Fenologia Madeira
Acidental
Fenologia Açores
Acidental
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NE
Estatuto Madeira
NA
Estatuto Açores
NA
Ilustração da espécie

Mapas

Ocorrência | Primavera

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

Esta gaivota nidifica na Escandinávia, nos estados Bálticos, na Rússia e na Sibéria e também na região dos Grandes Lagos dos EUA. Fora da época reprodutora migra para os mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio e para a costa nordeste americana (del Hoyo et al. 1996). Em Portugal continental, a espécie ocorre pontualmente ao longo de toda a faixa litoral, sendo observada sobretudo durante os períodos de passagem migratória e durante o inverno (Catry et al. 2010a). Apesar de os movimentos da espécie estarem mal documentados, a maioria dos indivíduos das populações da Europa Ocidental deverá invernar e migrar no mar, ocorrendo sobre a plataforma continental (Hutchinson & Neath 1978; del Hoyo et al. 1996). A ocorrência da espécie em maior número no litoral está relacionada com condições climáticas adversas, sobretudo com ventos fortes de oeste (Catry et al. 2010a). As aves observadas em Portugal deverão ser provenientes das populações russas e do mar Báltico (del Hoyo et al. 1996). Parte dos indivíduos que se observam em migração na nossa costa poderá invernar no Mediterrâneo Ocidental, onde se localiza a mais importante área de invernada da espécie no Paleártico Ocidental (Finlayson 1992). Nos Açores são muito raros os registos desta gaivota (Birding Azores 2014), sendo também excecional a sua ocorrência no arquipélago da Madeira.

Abundância e evolução populacional

É uma espécie bastante escassa em Portugal continental, cujas observações envolvendo um maior número de indivíduos se referem apenas a algumas dezenas de aves (Catry et al. 2010a; Noticiários Ornitológicos). Em janeiro de 1996 foram registados 41 indivíduos durante as contagens de aves invernantes em zonas húmidas portuguesas (Costa & Rufino 1996). O registo mais elevado da espécie no nosso país envolveu 120 a 150 aves no estuário do Douro (Hoogendoorn et al. 2003) no período de migração pré-nupcial. O facto de esta gaivota apresentar hábitos pelágicos pode explicar o número muito reduzido de indivíduos registados na Península Ibérica em censos costeiros (Bermejo et al. 1986). Nos censos marinhos realizados no âmbito do presente atlas, a gaivota-pequena não foi registada no período de inverno. No mar, a espécie apenas foi registada isolada ou em pequenos grupos nos meses de março e de abril, sendo a maioria destes registos relativos a 2009, após um período de fortes tempestades no Atlântico Norte (AEMET 2011).

Ecologia e habitat

Durante a época reprodutora esta gaivota frequenta zonas húmidas interiores, enquanto que durante a época de invernada e de migração ocorre junto ao litoral. Em Portugal pode ser observada ao longo da faixa costeira, em praias, zonas estuarinas, lagoas costeiras, complexos de salinas ou aquaculturas (Catry et al. 2010a). A espécie é essencialmente insetívora durante os meses de nidificação, variando a sua dieta nos meses de inverno para passar a incluir também pequenos peixes e invertebrados marinhos (del Hoyo et al. 1996).

Ameaças e conservação

A nível global, a tendência das populações desta espécie é de ligeiro aumento (Delany & Scott 2006; Birdlife International 2014), não havendo informação disponível em Portugal que permita confirmar esta tendência. Não são conhecidas ameaças específicas para esta gaivota sendo a situação das suas populações pouco preocupante.