Gaivota-prateada-americana

Nome científico: Larus smithsonianus

Espécies marinhas

Família laridae

Fenologia Continente
Acidental
Fenologia Madeira
Ausente
Fenologia Açores
Acidental
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NA
Estatuto Madeira
NA
Estatuto Açores
NA
Ilustração da espécie

Mapas

Distribuição | Reprodutor

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

A gaivota-prateada-americana reproduz-se no continente norte-americano e no leste asiático (Billerman et al. 2026). Após a reprodução, que decorre entre maio e julho, as aves migram para as zonas mais a sul das suas áreas de reprodução, não sendo o continente europeu uma área utilizada com grande expressão em qualquer uma das fases da sua fenologia. As aves que aqui ocorrem são maioritariamente errantes, representando ocorrências ocasionais fora da área de distribuição regular da espécie. O mesmo é comprovado por dados de uma ave proveniente do Canadá equipada com GLS, que se resumem a uma muito escassa utilização da nossa ZEE, restrita aos Açores. Esta informação é igualmente corroborada pelos registos que foram submetidos ao Comité Português de Raridades, que apesar de ainda não terem sido formalmente aceites, resumem-se a pouco mais de uma dúzia de observações nos Açores e a apenas uma ave no continente, entre 2004 e 2020.

Abundância e evolução populacional

A população global foi estimada em 430.000 a 520.000 indivíduos, com uma tendência decrescente ao nível das maiores populações, que se encontram na América do Norte (Wetlands International 2025). Nas nossas águas, a espécie ocorre muito raramente, não se conhecendo qualquer tendência na ocorrência desses registos.

Ecologia e habitat

A espécie tem uma ecologia e dieta muito semelhante à da sua congénere gaivota-prateada-europeia Larus argentatus. Alimenta-se de uma grande variedade de espécies, quer em ambiente marinho como em zonas interiores de água doce (Billerman et al. 2026). Também se alimenta frequentemente dos desperdícios da pesca comercial (BirdLife International 2025).

Ameaças e conservação

Não se encontra ameaçada de extinção, apesar da sua tendência populacional decrescente. A redução das rejeições de pesca tem reduzido a disponibilidade alimentar em várias áreas da sua distribuição (Billerman et al. 2026). A apanha de ovos nas zonas rurais do Canadá, nomeadamente por povos indígenas continua a ocorrer, apesar de não parecer justificar a tendência populacional da espécie. Os programas de controlo populacional para segurança em torno de alguns aeroportos também são comuns.

Autor

Nuno Oliveira

Proprietários/fontes dos dados de seguimento individual

Mallory 2010