Gon-gon

Nome científico: Pterodroma feae

Espécies marinhas

Família procellariidae

Fenologia Continente
Ausente
Fenologia Madeira
Estival e invernante
Fenologia Açores
Estival e invernante
Estatuto UICN Global
NT
Estatuto Continente
NA
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NE
Ilustração da espécie

Mapas

Distribuição | Reprodutor

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O gon-gon reproduz-se unicamente em quatro ilhas de Cabo Verde (Fogo, Santo Antão, São Nicolau e Santiago) entre novembro e maio (Ratcliffe et al. 2000). Apesar de ser uma espécie oceânica, as aves mantêm-se nas proximidades da área de reprodução ao longo de todo o ano (Ramos et al. 2016). Esta espécie foi apenas reconhecida muito recentemente, podendo justificar a ausência de registos da sua ocorrência em águas nacionais. Com base nos dados de 13 aves equipadas com GLS, entre 2007 e 2014, duas utilizaram de forma regular as subáreas da ZEE nos Açores e na Madeira, ao longo de todo o ano, nomeadamente entre o extremo oriental dos Açores e a metade ocidental da Madeira.

Abundância e evolução populacional

A população global foi estimada em 500 a 1000 casais reprodutores (Ratcliffe et al. 2000). Para além de desatualizada e provavelmente subestimada, a população parece estar em declínio (BirdLife International 2025). Em Portugal, a sua abundância é igualmente desconhecida, podendo ser superior ao que seria expectável com base na informação apresentada neste trabalho. A ausência de informação acerca da sua evolução populacional, impossibilitou a avaliação do seu estado ambiental.

Ecologia e habitat

Acredita-se que o gon-gon tem uma ecologia e dieta muito semelhante à maioria das restantes freiras. Apesar de não haver muita informação disponível, é uma espécie marcadamente pelágica que deverá alimentar-se principalmente de cefalópodes e peixes (Ramos et al. 2016).

Ameaças e conservação

O gon-gon não se encontra ameaçado de extinção, mas há indícios que a sua tendência populacional é decrescente (Militão et al. 2017). Encontra-se sujeita à predação por mamíferos invasores (gatos, ratos e cães) nos locais de reprodução, bem como à apanha de indivíduos para consumo humano e fins medicinais (BirdLife International 2025).

Autor

Nuno Oliveira

Proprietários/fontes dos dados de seguimento individual

Gonzalez-Solis 2010d