Maçarico-galego

Nome científico: Numenius phaeopus

Espécies limícolas

Família scolopacidae

Fenologia Continente
Invernante e migrador de passagem
Fenologia Madeira
Invernante e migrador de passagem
Fenologia Açores
Invernante e migrador de passagem
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NT
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NE
Ilustração da espécie

Dados

Continente

Avaliação do indicador de Abundância

Madeira

Avaliação do indicador de Abundância

Açores

Avaliação do indicador de Abundância

Mapas

Arenaria | Inverno

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O maçarico-galego nidifica entre maio e agosto de forma descontinuada no Alasca, norte do Canadá, sul da Islândia, norte da Escócia, Gronelândia e entre o leste da Escandinávia e o nordeste da Rússia, incluindo algumas populações isoladas no norte do Cazaquistão (Billerman et al. 2026). A maioria das aves que ocorrem em Portugal são provenientes das populações europeias, invernando a sua maioria na África Ocidental (Catry et al. 2010a). Ocorre mais frequentemente durante as passagens migratórias, apesar de poderem ser observadas ao longo de todo o ano. O maçarico-galego explora sobretudo a área costeira de Portugal continental, e grandes zonas húmidas (estuários do Tejo e do Sado, Ria Formosa e Ria de Aveiro), tendo uma distribuição mais vasta na metade sul do território (Equipa Atlas 2018). Nos Açores e na Madeira, a espécie ocorre em praticamente todas as ilhas, quer durante o inverno como durante a migração.

Abundância e evolução populacional

A população global foi estimada entre 1.800.000 e 2.650.000 indivíduos (Wetlands International 2025), com uma tendência decrescente (BirdLife International 2025). Em Portugal continental, a população invernante da costa não estuarina foi estimada em 88 a 92 indivíduos, compreendendo mais de um terço do total da população que inverna na região (Lecoq et al. 2013). Apesar da reduzida informação sobre a tendência desta população, a que utiliza a orla costeira parece ter aumentado nos últimos anos, refletindo o Bom Estado Ambiental atingido para o indicador da abundância. Já nos Açores e na Madeira, o efetivo populacional é bastante mais escasso, quer no inverno, quer durante a migração (Equipa Atlas 2018). Estas populações apresentam uma tendência negativa, não tendo atingido o Bom Estado Ambiental.

Ecologia e habitat

Os maçaricos-galegos ocorrem sobretudo nas grandes zonas húmidas costeiras e no sedimento rochoso do litoral de Portugal continental (Equipa Atlas 2018). Nos Açores e na Madeira, tem uma preferência por zonas costeiras rochosas, explorando também praias, pastagens e zonas artificializadas, como portos e marinas. Alimenta-se de invertebrados, com destaque para pequenos caranguejos (Billerman et al. 2026), podendo também alimentar-se de bivalves (Lourenço 2019).

Ameaças e conservação

Apesar das alterações climáticas e condições meteorológicas extremas serem as únicas ameaças identificadas para a espécie a nível global, em Portugal não são conhecidas ameaças significativas para as populações que aqui ocorrem.

Autor

Nuno Oliveira