Moleiro-rabilongo

Nome científico: Stercorarius longicaudus

Espécies marinhas

Família stercorariidae

Fenologia Continente
Migrador de passagem
Fenologia Madeira
Migrador de passagem
Fenologia Açores
Migrador de passagem
Estatuto UICN Global
LC
Estatuto Continente
NE
Estatuto Madeira
NE
Estatuto Açores
NE
Ilustração da espécie

Mapas

Densidade | Primavera

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O moleiro-rabilongo nidifica entre junho e agosto, na região circum-ártica, e inverna nos mares do hemisfério sul (Gilg et al. 2013; Billerman et al. 2026). A população do Atlântico utiliza a rota migratória do oceano Atlântico, havendo uma parte da população que usa frequentemente a ZEE nacional durante as migrações (Gilg et al. 2013). No continente, ocorre sobretudo durante a migração pós-nupcial entre agosto a outubro, utilizando preferencialmente águas pelágicas mas também a plataforma continental, observando-se em passagem junto a promontórios especialmente após tempestades (Moore 2000; Sittler et al. 2011; Elmberg et al. 2020). É também regular nos Açores e Madeira durante as migrações (Sittler et al. 2011; Meirinho et al. 2014).

Com base nos dados de 38 aves, provenientes de colónias na Gronelândia, Suécia e Noruega, equipadas com GLS, verificou-se utilização da ZEE portuguesa durante os dois períodos fenológicos, mas com maior ocorrência durante os períodos migratórios (abril, maio, agosto e setembro). A maioria dos registos concentrou-se na subárea dos Açores, seguida da subárea da Madeira, com uma utilização extensa de ambas. No continente a ocorrência foi muito pontual.

Abundância e evolução populacional

A população mundial foi estimada em cerca de 250.000 a 749.999 indivíduos maduros (BirdLife International 2025). Suspeita-se que a população esteja estável, não havendo evidências de qualquer declínio ou ameaça substancial. Nas últimas décadas houve um aumento de observações desta espécie em Portugal, sendo provavelmente devido ao aumento do esforço de observação. No entanto, a inexistência de informação sistematizada acerca da sua abundância e evolução populacional, impediu a avaliação do estado ambiental da espécie para a ZEE portuguesa.

Ecologia e habitat

O moleiro-rabilongo é uma espécie marinha altamente pelágica fora da época de reprodução. Nidifica no solo da tundra ártica e subártica e também na tundra alpina até aos 1300 metros de altitude, na Escandinávia (BirdLife International 2025). Na época de reprodução consome lemingues, musaranhos, diversos insetos, bagas e pequenas aves (Billerman et al. 2026). No inverno a dieta é essencialmente constituída por peixe, por vezes obtido através de cleptoparasitismo.

Ameaças e conservação

A baixa disponibilidade de alimento pode levar a declínios no sucesso reprodutivo, já que a produtividade flutua de acordo com as mudanças na população de lemingues, uma presa essencial durante a época de reprodução (Billerman et al. 2026). Porém não estão descritas ameaças específicas para o moleiro-rabilongo.

Autor

Tânia Nascimento

Proprietários/fontes dos dados de seguimento individual

Borge Moe & Sveinn Are Hansen, Lang 2013, Olivier Gilg, Sittler et al. 2011, van Bemmelen et al. 2017