Negrola-d'asa-branca
Nome científico: Melanitta fusca
Família anatidae
- Fenologia Continente
- Acidental
- Fenologia Madeira
- Ausente
- Fenologia Açores
- Acidental
- Estatuto UICN Global
- Estatuto Continente
- Estatuto Madeira
- Estatuto Açores
Apresentação
A negrola-d’asa-branca nidifica sobretudo na Escandinávia e na Rússia Ocidental e Central, invernando maioritariamente no mar Báltico e nas costas da Europa Ocidental (del Hoyo et al. 1992). A espécie é acidental no território continental e encontra-se ausente dos arquipélagos da Madeira e dos Açores. Os registos deste pato no nosso território foram todos efetuados no período de inverno, entre dezembro e março, maioritariamente em meio estuarino e geralmente no norte do país (CPR; Noticiários Ornitológicos). Alguns destes registos podem estar associados a condições climáticas adversas e prolongadas no norte da Europa (Catry et al. 2010a). Nos censos marinhos realizados no âmbito deste trabalho, a espécie foi registada por três vezes (duas delas na zona da ria de Aveiro) envolvendo um total de 12 indivíduos. De referir ainda que esta negrola se encontra em declínio muito acentuado, principalmente no mar Báltico, área que alberga a maioria da população da espécie (Birdlife International 2014). A negrola-d’asa-branca está classificada pela IUCN como globalmente “Em Perigo”, devido nomeadamente a ameaças em meio marinho e fora dos locais de reprodução. Este pato marinho é especialmente vulnerável à contaminação por hidrocarbonetos e por outros poluentes (cujo impacto potencial é grande, uma vez que grande parte da população mundial inverna numa área reduzida) e à captura acidental em artes de pesca, em particular, em redes de emalhar (Zydelis et al. 2013; Birdlife International 2014).
Autor
Observações publicadas em Noticiários Ornitológicos, ver Publicação Atlas das Aves Marinhas de Portugal – pág. 207. Bibliografia:
Žydelis R, Small C & French G (2013). The incidental catch of seabirds in gillnet fisheries: a global review. Biological Conservation 162: 76-88. Bibliografia:
Meirinho A, Barros N, Oliveira N, Catry P, Lecoq M, Paiva V, Geraldes P, Granadeiro JP, Ramírez I & Andrade J (2014). Atlas das Aves Marinhas de Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Bibliografia:
BirdLife International (2014). http://www.birdlife.org/europe-and-central-asia/european-red-list-birds-0 Bibliografia:
Catry P, Costa H, Elias G & Matias R (2010a). Aves de Portugal, Ornitologia do Território Continental. Assírio e Alvim, Lisboa Bibliografia:
Relatórios do Comité Português de Raridades, ver Publicação Atlas das Aves Marinhas de Portugal – pág. 207 Bibliografia:
del Hoyo J, Elliott A & Sargatal J (eds.) (1992). Handbook of the birds of the world. Vol. 1. Lynx Edicions, Barcelona, Spain Glossário:
Rede estática frequentemente invisível e com malhagem de dimensão variável, utilizada na captura de uma grande variedade de peixes. É deixada no mar a profundidade variável sendo posteriormente recolhida. É uma arte de pesca não seletiva que captura com muita frequência aves, mamíferos e répteis marinhos. Glossário:
Período geralmente correspondente aos meses de inverno, podendo incluir parte do outono.